“Médica-demônio” quer sair da cadeia:

MIL PÁGINAS DE PROCESSO, RELATAM OS CRIMES COVARDES, DA MÉDICA QUE MATAVA OS PACIENTES DO SUS, DENTRO DA UTI!

Além de “desligar” os aparelhos que mantinham os pacientes (do SUS)  agonizantes,mas ainda VIVOS, VIRGINIA SOARES DE SOUZA ( guardem bem o nome da criminosa), ainda orientava os Enfermeiros, a NÃO ATENDER aos gritos de socorro que vinham da UTI.
Consta no Inquérito Criminal, que VIRGINIA também ironizava os pobres internos do SUS que estavam sob seus cuidados: quando auxiliares vinham avisar que algum Equipamento de Emergência ligado em Paciente Terminal havia “parado de funcionar”, ela respondia aos berros:
— Parou, tá parado! Não percam tempo com essa gente!
IMPORTANTE: Os Clientes ricos – ou internados através de Planos Médicos -, eram BEM TRATADOS pela médica, que costumava se justificar:
— O Hospital precisa FATURAR…”

A Polícia Civil do Paraná entregou ao Ministério Público do Estado na noite desta segunda-feira o inquérito policial aberto para investigar a suposta antecipação de óbitos na UTI Geral do Hospital Evangélico de Curitiba. O crime ocorreria sob o comando da médica chefe da UTI, Virgínia Soares de Souza, presa no último dia 19 de fevereiro, e teria a participação de outros três médicos e uma enfermeira, que tiveram a prisão preventiva decretada no último dia 23. São mais de mil páginas, com o depoimento de 100 testemunhas, 32 horas de transcrições de conversas telefônicas, prontuários médicos e exames de necropsia.

A médica é responsabilizada por cinco mortes, e a Polícia Civil pede que Virgínia e os demais investigados sejam denunciados por homicídio qualificado e formação de quadrilha. A Polícia Civil, que chegou a anunciar uma entrevista coletiva para explicar o inquérito, não se pronunciou sobre o caso. O Ministério Público emitiu uma nota informando que a Promotoria de Proteção à Saúde Pública tem prazo de cinco dias para a análise dos volumes da investigação e o oferecimento de denúncia, e que só se manifestará após o esgotamento deste prazo legal, no próximo dia 11.

O que a polícia entregou foi um monte de papéis que não provam nada. Quiseram impressionar pelo volume, mas há páginas e páginas de prontuários médicos, dizendo como o paciente chegou ao hospital, que ambulância que o levou, que procedimentos foram feitos, que medicações foram aplicadas, e nada que prove que o paciente morreu por interferência dela

Elias Mattar Assadadvogado da médica Virgínia Soares de Souza

O advogado da médica, Elias Mattar Assad, informou que estuda pedir o relaxamento da prisão de sua cliente por excesso de prazo. “Está no artigo 10º do Código Penal, o inquérito tem que ser entregue até 10 dias após a prisão, e a doutora Virgínia já está presa há 12 dias”, disse.

Assad voltou a questionar o inquérito e afirmar que não há nenhuma prova de crime na investigação do Núcleo de Repressão a Crimes contra a Saúde da Polícia Civil. “O que a polícia entregou foi um monte de papéis que não provam nada. Quiseram impressionar pelo volume, mas há páginas e páginas de prontuários médicos, dizendo como o paciente chegou ao hospital, que ambulância que o levou, que procedimentos foram feitos, que medicações foram aplicadas, e nada que prove que o paciente morreu por interferência dela”, afirmou. “É a estratégia da confusão, querem que se ache uma prova no monte de papéis que entregaram, mas vários zeros somados dá zero”, disse ele.

Ela é médica, e (é) só (ela) quem sabe quando ainda é possível tentar salvar uma pessoa e quando não é mais. Se ela falou que o próximo seria o Ivo (trecho de uma gravação), é porque ela sabia que, dos que estavam internados naquele momento, a situação do Ivo era a mais delicada e era ele que estava para partir mesmo

Elias Mattar Assadadvogado da médica Virgínia Soares de Souza

Assad voltou a questionar a ausência de fato criminoso. “Se é de homicídio qualificado que estão acusando, não deveria haver um inquérito, e sim cinco, um para cada morte, pois cada caso é um caso diferente. Então, nem sei o que ela está investigando, não há fato determinado”, afirmou.

O advogado ainda contestou os depoimentos colhidos e a interpretação das gravações. “Ela é médica, e (é) só (ela) quem sabe quando ainda é possível tentar salvar uma pessoa e quando não é mais. Se ela falou que o próximo seria o Ivo (trecho de uma gravação), é porque ela sabia que, dos que estavam internados naquele momento, a situação do Ivo era a mais delicada e era ele que estava para partir mesmo”, justificou. “Se existisse um laudo do IML comprobatório de fato criminoso, valeria mais que mil depoimentos ou papeluchos que nada provam”, disse.